quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Pisar num tapete de pétalas....


O homem ia andando tranquilamente pela viela, quando por ele passou a mais bela mulher que ele já havia visto. No mesmo instante ele sentiu em seu coração que estava diante da mulher de sua vida.
Seus olhos se encheram de emoção e ele teve vontade de gritar ao mundo que ele amava aquela desconhecida.
No outro instante, ele olhou em sua volta e se situou de sua vida, dos embates, das agruras que vinha enfrentando e lembrou que se quisesse conquistar aquela bela mulher, primeiro ele precisaria limpar seu quintal, arrumar o jardim, encher a casa de flores, preparar o tapete de pétalas para ela entrar em sua vida, não queria que ela fosse como as outras que entraram pela porta dos fundos e também pela porta dos fundos saíram.
Ele sabia que se ela sentisse a energia dele naquele momento, ela saberia que ele iria fazê-la feliz, mas ela também sentiria que ele não estava pleno, com a alma limpa e pronta para ela. Isso a faria recuar e ela instintivamente iria se afastar e o homem pelo resto dos seus dias iria se lamentar pelo fato de ter feito a coisa certa e por esse motivo ter perdido a chance de mostrar tudo o que podia oferecer para ela. Muito provavelmente ele nunca teria uma segunda chance.
As oportunidades.
Nunca na verdade esse homem saberá ao certo qual a decisão mais correta, o risco de não tentar, mesmo com tudo o que pode perder, ou tentar e correr o risco de perder, ou o risco de ganhar.
Tudo isso leva o homem a pensar nas outras mulheres que entraram em sua casa. Assim como entraram, saíram. Não trouxeram nada e não deixaram nada. Valeria a pena correr esse risco novamente? Ou partir do zero fazendo toda a coisa certa? Correndo o risco, que seria o mais provável, de perder de vista aquela mulher que tanto o impressionou? São as escolhas, as oportunidades. Uma noite, uma semana com a mulher
 dos seus sonhos, ou uma vida inteira com ela? Paga-se o preço, indiferente da decisão que se tome...
Um pássaro que acompanhou a história perguntou ao homem:
- Mas voce já que tem tanto sentimento, porque não arruma a casa de uma vez? Limpe o jardim e traga a moça pra perto do seu peito!

E o homem respondeu:
- O jardim eu já limpei, também arrumei a casa. Falta somente esperar o nascer do sol pra ver se não ficou nenhum pó por cima dos móveis...

E o pássaro cantou alto a canção dos amores eternos...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Banda Militar - Guarda Real Norueguesa

Esse é um daqueles vídeos que voce tem que ver mais de uma vez, sentir a emoção do momento, a magia e o encantamento de um evento único. Com voces, a banda militar, da Guarda Real Norueguesa.




A Noruega

O eterno ciclo do Rock

Primeiro agradecer a toda equipe do Cultura em Foco pela oportunidade, o sucesso de voces é fato!
Pra começar com o pé direito tem que ser com o rock, não tem jeito.

Já ouvi dizer que nossa vida é composta de ciclos de onze anos cada, ou seja, que a cada onze anos tudo se renova em nossa vida, bem, seja lá isso verdade ou não, tem alguns pontos que são verdade mesmo.
Eu reparei no eterno ciclo do rock. Todo menino quando cresce passa por um estágio obrigatório, que vai definir quem e como será sua vida no futuro.
Isso é certo! Chegou nos 13, 14 anos começa a ouvir Raul, decora Faroeste Cabloco (eu sei até a parte do Santo Cristo não sabia o que fazeeer), fatalmente vai ouvir algumas "velharias", vai falar mal do Roberto Carlos (mas vai cantarolar sozinho Emoções), o processo é contínuo, crescendo um pouco mais vai deixar o cabelo crescer quando souber que o Axl Rose pegava um monte de mulher e nem era bonito.. Quando o Floyd, o Led bater na cabeça dele, o já rapaz vai pirar um pouco, mas vai ficar mesmo horas trancado no quarto quando começar a fase Hendrix, Janis, Doors...
Depois disso que vem o gran finale, qual caminho seguir, o caminho do Rock, ou o resto... E aí vem os prós e os contras, que cada um sabe o prazer e a dor que há. Seja lá qual for o caminho que ele trilhar, logo em seguida outro garoto será mordido pela mosca do Raul e do Rock... e assim o rock se perpetua, como estilo de vida, como diferencial para os iguais se encontrarem e curtirem...

Vida longa ao Rock!!!

p.s. eu sei...mosca não tem dente pra morder, mas como sou roqueiro digo que a minha mosca tinha dentes e mordeu... eu, o Raul e se ainda não te mordeu se cuide, pois um dia ela irá morder você!    
                            
                                    

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sam fix

Dizem que as pessoas devem buscar sempre a normalidade, serem seres "normais", que vivem conforme a valsa da vida em sociedade. Todos bailando em uníssono, com paredes brancas e homens com cabelos engomados penteados para trás, as mulheres com cabelo sem nenhum fio fora do lugar. Ai de quem erra um passo ou mesmo se desequilibra...Todos veementemente apontam o dedo em riste e dizem, em uníssono:
- Fora! Voce não sabe dançar do jeito certo!
E assim que o ser desprezível se retira do local da dança perfeita, todos sorriem satisfeitos. "Mais um que não soube la respuesta...!"
Bem, nunca me preocupei muito com a opinião das pessoas sobre minha normalidade ou mesmo sobre suas conclusões a meu respeito. Gosto de viver no meu mundinho, igual ao pequeno príncipe, Antoine Jean Baptiste Marie Roger Foscolombe de Saint-exupéry já sabia das coisas lá atrás. (adoro falar antuán de san écsuperrí). só que no meu mundo a minha rosa não é orgulhosa, pelo contrário, gosta de ser desfolhada..
Porque se preocupar em parecer normal? As pessoas hoje tem receio de gargalhar, de demonstrar alegria incontida ...brincam com seus filhos como se fosse proibido dar risada alta e rolar na grama ... "O que vão pensar de mim??" O que te interessa? O olhar de um desconhecido que voce nunca mais vai ver na vida ou o sorriso do seu filho que nunca mais vai esquecer do dia em que o pai andou imitando pato com soluço no parque? ó!! o que irão pensar de mim?? Tá lá no  dicionário, Alegria = Forte impressão de prazer! não fraca impressão de prazer, é forte! Forte!
Então o que é normal e o que é anormal? E o que importa isso? O que importa é o que voce vai lembrar depois, a compilação de todos os seus momentos, seja no mesmo dia pra lembrar e sorrir, ou no final de sua vida...
Desculpem aqueles que não são chegados... mas rir faz parte da minha vida e isso não irá mudar!




Ah, porque Sam Fix no título? Não sei...foi a primeira palavra que me veio na cabeça...''O QUE VOCE ESTÁ ME OLHANDO????   EU SOU NORMAL!!!!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O filho de Jeremias e Maria Lúcia

Ele perdeu os pais no mesmo dia. Numa batalha sangrenta por causa do amor de uma mulher...Maria Lúcia estava grávida de Jeremias, mas o Santo Cristo, que era como todos o chamavam, era o seu verdadeiro amor...Jeremias um traficante de renome, maconheiro sem vergonha tinha um atrito com o Santo Cristo por ponto de drogas e conseguiu dobrar a Maria Lúcia e a engravidou... Fizeram um duelo na Ceilândia, em frente ao lote 14 e o Jeremias de tão FDP atirou pelas costas no Santo Cristo, daí a Maria Lúcia se arrependeu, pois viu o cara que ela perdeu por causa de outro idiota, na verdade dois traficantes, então nenhum dos três era grande coisa...Depois que o Jeremias atirou, ela trouxe uma winchester 22 e ele conseguiu acertar cinco tiros no Jeremias, bem se eles estavam de frente não sei porque o Jeremias não atirou mais uma vez...ficou esperando a Maria Lúcia levar a arma, escutou o Santo Cristo falar pra ele olhar pro sangue que escorria dele e levou os tiros..quem sabe se arrependeu e achou melhor morrer....vai saber...E depois dissso a Maria Lúcia também morreu, nunca saberemos como...mas...como estava até a televisão lá, conseguiram salvar o bebê...
E hoje ele fica pensando em porque nasceu, porque ele existe...hoje ele é cobrador de ônibus numa linha antiga e todos os dias passa em frente ao local onde seus pais morreram...naquela época comentaram muito que o Santo Cristo era Santo porque sabia morrer, depois com o tempo as pessoas passaram a achar que foi uma morte idiota...E o Santo Jeremias Cristo, esse é o nome dele, ainda lembra das histórias que sua vó contava, da aventura doida que foi a vida de seus três pais...e como ele sofre sozinho, fica pensando se vale a pena voce morrer pelo amor de uma mulher...

Salve Renato!!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Recado aos Homens - Receita pra fazer uma mulher feliz

Essa é uma receita básica para os homens casados utilizarem pelo resto da vida, isso se quiserem pra sempre viver felizes com suas esposas.

Voce tem certeza que sua esposa o ama? Sim? Maravilha! E voce a ama também? Maravilha! mas....isso não é tudo...         
O amor de uma mulher é algo muito mais complexo do que se imagina, se voce pensa que ela  é tua, porque voce diz que a ama todo dia, esqueça. Mulheres são movidas a atitudes e não a palavras. Mulheres não querem escutar que voce as ama, querem sentir! Elas precisam se sentir plenas, amadas, conquistadas diariamente, hora a hora...com um sorriso...um "tudo bem?"... um beijo inesperado...Ah o beijo...quer medir como está a temperatura do seu relacionamento?Cada beijo dado na sua mulher equivale a um grau na escala de temperatura! Deu 35 beijos?  35º? Tá quente.. Deu 2 beijos? 2º... tá muito frio...
E tem mulher que se fecha, se anula, quando percebe que está na situação do conforto, que nada mais muda, ela também não se preocupa...vai só vivendo....olhando na novela os casais apaixonados e torcendo pra que aquilo fosse com ela.... Já outras, quando sentem que o homem entrou na zona de conforto, aquela zona que a gente diz, "ok, tudo bem, já conquistei, dei casa e comida, não precisa mais de nada", essas outras não se anulam, escolhem por ser felizes..vão atrás, batalham, procuram novos amores... é como se fosse um vaso de plantas, se voce deixa de regar, ele começa a murchar e a flor começa a achar que o problema é com ela, que ela é feia, murcha, sem cor...mas se chega outro, com água fresquinha, começa a regar com carinho, essa flor irá crescer novamente, passará a se sentir bonita, amada, irá desabrochar novamente...como voce acha que seria o sentimento dela para o antigo regador?
Sugestão, conselho, dica... se voce quer ser feliz com a mulher que está do teu lado hoje, comece a ouvir suas palavras.. se ela te pede que traga uma flor, um salgadinho, uma revista, qualquer coisa, ela não está querendo nada disso, ela quer que voce se lembre dela...Se ela te pede um carinho, um cafuné, que voce coçe a cabeça dela, saiba que ela não está com coceira, nem coisa parecida, ela só quer que voce fique perto.... ouça suas palavras com a voz do coração...sempre com um algo a mais...Alguns irão dizer: "Ah, mas o sexo está ótimo"! Acredite, isso não é tudo também.. Cada mulher tem sua particularidade, suas preferências, algumas mais senhoras de si, outras mais acanhadas...mas na essência são todas iguais...seres maravilhosos, prontas pra dar e receber carinhos, mulher não quer as melhores comidas, come até miojo com voce, mas se voce estiver por perto pra abrir o pacote... e olhe, cuidado pra que não seja tarde, comece hoje mesmo...porque a pior sensação que um homem pode sentir, voce sabe qual é? Voce deve estar pensando que a pior sensação é de ser traído, certo? Esqueça, não é....a pior sensação é saber que voce não foi homem o suficiente pra mantê-la... que a tinha nas mãos e esqueceu dela, por causa do trabalho, dos projetos, dos filhos... Então comece hoje mesmo. Faça sua mulher se sentir amada, aumente a temperatura com beijos, faça algo inesperado, seja diferente!

"Tão bom morrer de amor e continuar vivendo..." Mário Quintana

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Coração Desfragmentado

Como seria bom se pudéssemos ser formatados como um computador...
Quando achássemos que já não estivesse tudo funcionando perfeitamente, bastaria formatar e ficava tudo zero bala novamente, mais nenhuma doença, nenhum vício, nenhum amor, tudo pronto pra recomeçar.

Eu gostaria de pelo menos desfragmentar meu coração, retirar todos os espaços vazios, os espaços quebrados e deixar só o que realmente tem utilidade...Fácil assim...esquecer pessoas que já fazem parte do passado como num passe de mágica...Abracadabra!
Deletar momentos tristes, desagradáveis, deixar só o que riso estivesse junto, os abraços dos que já se foram... os aromas da infância.... os beijos que faziam a gente sorrir para cada cachorro encontrado nas ruas... os momentos de vitória, seja na escola, no trabalho, na bolinha de gude, no dia que a gente descobre que vai ser pai...
... Eternizar os momentos de amor explícito...voltando do shopping com uma sacola com o brinquedo que ele tanto queria (passou até o perfume do pai pra ir passear), na outra mão um balão de gás em forma de helicóptero, o brinquedinho que veio junto com o lanche e principalmente um menino de três anos desabado, dormindo no teu colo, cansado de tanto brincar....

Eternizar momentos? Ou criá-los?

quarta-feira, 7 de julho de 2010

a história do peixe que ninguém nunca viu e que não mudou o mundo...

Nesse exato momento há uma espécie de peixe que nada lá no fundo do mar...é uma espécie ainda desconhecida do homem..nunca vimos nada parecido...e ela está lá....nadando de um lado pra outro...se alimentando de peixes menores...e esse peixe não sabe o que é a humanidade...não sabe que existimos, simplesmente assim...e isso não muda nada em sua rotina...ela sabe que tem que comer...dormir...acasalar...(isso é a parte que ela mais gosta)....e só...
Não tá preocupada se tem urânio no Irã...se a chuva demorou mais a passar e pessoas ficaram sem ter aonde se deitar...se o Flamengo contratou o Pet...se a Marise acordou de mau humor...ela só faz bolhas...e ri sozinha quando peida e vê as bolhas subindo...às vezes se bate nas pedras...só pra se sentir viva...ela não sabe o que significa "tricotomia facial"...vai indo...às vezes sobe um pouco mais, mas quando a água começa a esquentar ela volta...e pensa...nunca mais vou subir lá....mas dias depois ela sobe de volta...e pensa de volta a mesma coisa...na verdade ela fica só esperando a morte chegar...pobre peixe...o que será de sua alma? nunca ouviu as prega$ões (pregações) do Edir Macedo....
Glupt!!! um peixe maior comeu nosso herói...acabou o assunto...acabou a história...que estranho...o mundo não mudou em nada após a vida dele ter se acabado....
Assim é comigo e com voce...após morrermos nada vai mudar...lágrimas e lembranças ocasionais...mais nada...
Peixuxa que era feliz, porque nasceu na boca do Raul....já o meu não tinha nem nome...e já morreu.. risos...risos...risos...tremeliques na face...riso forçado...riso com ódio...lágrimas com risos....lágrimas com ódio...risos e lágrimas...a história do peixe que ninguém nunca viu e que não mudou o mundo...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O sol por detrás dos seus ombros!

E um belo dia você acorda e percebe que o mundo já não está mais como voce o deixou um dia antes.
Percebe que algo está faltando, como se um pedaço de voce tivesse ficado em algum lugar do passado.
Um período que nunca mais voltar, por mais difícil que tenha sido o que voce passou, e, isso pode ser bom, ou não. Voce pode lembrar com saudosismo, com tristeza, mas passou por aquilo, viveu aquela experiência e isso ficará marcado em sua alma, até quando você conseguir apagar, esquecer, perdoar ou mesmo vingar.

Durante a tempestade, diz a prudência, que o melhor é se proteger, não se expor, pra não se molhar e depois, quando o sol sair, você nem lembrará mais dos piores momentos da tempestade, vai querer somente curtir o sol e a vida.

Quando acaba a poesia ... a necessidade do romantismo....


quinta-feira, 20 de maio de 2010

Fabio França Baptista *13/06/76 +10/04/92

O que leva um ser a escrever um post? Inspiração? Às vezes não, basta começar a escrever e deixar as idéias fluírem, igualzinho ao que estou fazendo agora. Não sei pra onde vai esse texto, mas pretendo continuar escrevendo, vai que daqui a pouco começa a surgir algo inesperado? Por enquanto nada ainda, só vou continuar a escrever. Começou a tocar 4 non blondes! Me lembrou de um tempo bom, na casa do Fábio, a Marise, a Thais, a Simone, a Aline... todos jovens que se preocupavam somente com a sua felicidade...pena que o Fábio foi tão cedo...16 anos... até hoje sinto a sua falta...das risadas sem motivo...besteiras e palavras jogadas ao vento, pelo simples prazer da companhia...tantos sonhos que caíram pelo caminho...tantas esperanças que nem chegaram a se formar, ficou na esperança de surgir uma esperança...bem, Deus deve ter tido seus motivos, mas isso não me obriga a concordar com ele, aceitar quem sabe, mas não concordar, devia ter outros motivos mais fáceis de resolver as coisas...já fazem 18 anos que ele se foi..mas pra sempre vai estar no meu coração e na minha alma... Na foto o Fábio é o que eu estou colocando um sapo verde na cabeça.

4 non blondes

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Música: Sonho de Menina

Música que compus pra Luana, minha filha:

Sonho de Menina

Um sonho de menina
Uma rosa que veio do céu
Ela é doce como um beijo
E o mais puro favo de mel

Linda como um pôr do sol
Uma rara luz na manhã
A menina dos meus sonhos
Navega nos mares do amor
Amor

Quando chega ao anoitecer
ela se aconchega em mim
pede a benção dá um beijo
e sonha com um lindo jardim

o jardim da esperança
de um futuro que em breve virá
sua vida será linda
como todas as cores do mar

terça-feira, 27 de abril de 2010

Definição do Amor

O Amor é pra ser vivido, sentido e não discutido...
Tem que ser a verdadeira chama da alma e não a brasa sob seus pés...
A mais pura declaração de desapego, pois quando você ama, você abre mão até de si mesmo...
Não pode ter vencedor nem perdedor, já que não é uma disputa...
Deve ser vivido entre as duas partes, sem falsas exposições, nem como cena de um teatro saltimbanco...
Quem nunca amou não sabe de verdade qual é o aroma das noites frias de inverno, nem sabe cantar sem se preocupar com a afinação...não sabe o que é dizer "Yes" e socar o ar na frente do computador...não sabe a razão de existir tantos jardins pelas casas...Não sabe o que é escrever um verso e depois admirá-lo....Não consegue imaginar o que significa o violão para um compositor....
...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O Italiano apaixonado..

Entón amore, me escuta um minuto e non vou mais incomodar voce, perque passo o dia pensando em ti e non penso nem mais em mim...non sei mais...
Io sinto no mio corazón toda a tristeza que foi reservada neste mundo para uma pessoa, desde o dia que voce foi embora, tutto ficou vazio, sem cor, sem cheiro, sem beijo, sem vida...

Io non posso mai nem pensar em passar lá perto do rincón, porque era lá que a gente sentava perto da macieira e ficava conversando, lembra das flores que amassamos? Depois plantamo tutto di novo. Io penso que é una maldiçon, perque quando fui lá sozinho, depoi que voce foi embora, aquelas malditas flores parece que passaram a ter vida própria! Parece que sabem da minia tristeza e ventam bem devagarinho, exalando aquele perfume que me lembra voce! Nessa hora, elas fazem de tudo pra exalar mais forte, só pra me deixar ainda mais embriagado....
Dio santo que me perdoe, ma quando Dios criou a música, deve ter pensado "agora vou inventar um jeito de machucar ainda mais esses corações apaixonados". Parece que quando escuto as nossas canções, que os acordes tomam forma de adagas e vêm uma atrás da outra acertando em cheio mio corazon...cada frase dita parece que foi feita pra celebrar a minha tristeza...Mio tempo mudou tamben...fico vagando até a hora do angelus, às seis horas, (o rádio continua te esperando..)...depoi quando chega a noite, eu non durmo, fico lembrando dos nossos momentos antes de se deitar, dos sorrisos, dos olhares...a aí então a noite se repete...noite de xícaras jogadas pelo chão... de janela embaçada...de travesseiro molhado de lágrimas...de pápéis amassados...canetas roídas nas pontas...restos de sentimentos... vida que se esvai por entre os dedos...um crucifixo quebrado com as contas jogadas por baixo da cama, um corpo estendido em cima dela..inerte...io nen quero mesmo que voce leia essa carta...tomara que eu consiga jogar fora quando passar por cima da ponte do riozinho...



Io voi agora lá na venda...onde tinha aquele doce de morango que voce tanto gostava...agora compro o pote e fico sentado na frente da lareira olhando pra ele...quando chega perto da hora de tomar o café da manhã eu jogo ele na lareira...e fico vendo até o vidro estourar...daí quando suja o tapete eu fico ajoelhado ajuntando os pedacinhos...quando um pedacinho de vidro entra na minha mão eu esboço um sorriso, quando o sangue escorre eu sorrio...e lembro que estou vivo...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

El Serjon... Domingo no Parque!


Sabe aqueles dias que voce não quer sair de casa?
O cara acorda ressaqueado, tomou uma garrafa de uísque num show uma noite antes, acordou ruim às 13h..
A Mulher diz:
- Amor! Vamos passear no passeio público? Faz tempo que não vejo macaquinhos...
Imagine a cena:
O cara puto, pleno Domingo à tarde, calça jeans limpinha, encosta pra ver os pássaros.
Em cima da árvore um "Flamingo" de acordo com ele. O bicho vira a bundinha pro lado do Serjon e... téim! Certinho! Cabeça do Sérjon! Aquelas de lavar a alma, pelas proporções e pela quantidade de material desferido pelo canal do bicho, com certeza o flamingo tinha estado ressecado nos últimos quinze dias.
Roupa suja, o cara esbravejando, com certeza a mulher se rachando de rir...e Domingo!
Pior pra um cara que estava ao lado do Serjon, o maldito do flamingo conseguiu acertar dentro do pacote de pipoca da figura!!

Frase do próprio Serjon: "É errado os pássaros ficarem soltos no passeio público!!"

Acho que o pássaro deve ter se recuperado da crise de riso há pouco tempo Serjon! Igual a mim!



E outro amigo completa: Conheço um cara que é a zica em pessoa, atrai tudo que é encrenca...
O cara vem andando pela XV de Novembro, próximo da C&A, sente uma pancada em cima da cabeça e desmaia...quando acorda, um policial pergunta se está tudo bem, essas coisas, ele fala:
- Fui atingido na cabeça por alguém!
O guarda pede pra ele olhar pro lado.
Lá ao seu lado estava estirado, morto e estatelado, um "urubu", que deve ter sentido um mal súbito, uma queda de pressão quem sabe e como não conseguiu arremeter, atingiu em cheio a extremidade superior da cabeça do indivíduo...
Pensou? Ser atingido por um urubu que simplesmente "caiu do céu", com centenas de pessoas à sua volta, bem em você?


O vendedor de emoções

O que voce vende?


Eu vendo emoções!

E quanto custa?

Quanto voce pagaria por sentir as emoções que mais lhe agradam?

Não sei...quem sabe pagaria com um dia da minha vida!

Tenho uma idéia melhor, que tal me pagar com sua emoção?

Como assim?

Deixe eu vivê-la com voce!

Deixe eu fazer parte dessa emoção

A única emoção que posso deixar voce sentir é a saudade

De um tempo que não veio...de algo que não aconteceu

Nem irá acontecer e nem chegar...

Saudades de algo que nunca existiu e nem nunca irá existir

Essa emoção irá te acompanhar pelo resto da tua vida...

O que poderia ter acontecido, mas não aconteceu..

Culpa tua? Não...culpa minha? Não...

Culpa do destino?

O destino não erra...

Sem culpa, só não aconteceu e nunca irá acontecer...

Fique com saudades...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Amor, Emoções e Rock and Roll IV

A rodoviária naquele horário estava um tanto vazia, os bancos mais gelados que costumeiramente, como se o frio fosse protagonista daquela cena de despedida. Despedida de ninguém, sem aceno, sem lágrimas, sem sorrisos. Uma parte de seu passado ficava pra trás e a partir daquele momento ele nunca mais seria o mesmo. Quando voltasse já não mais seria “o filho da dona Norma”, seria conhecido e lembrado em cada canto. Até nos botecos os bêbedos mais deselegantes diriam com orgulho de terem o conhecido pequeno e muitos ainda jurariam serem o próprio padrinho do batizado de igreja do rapaz.


Seus pensamentos volitavam sem destino e sem porto de chegada, viajavam no passado e no futuro, reminiscências de tempos bons e ruins, de saudades, de lembranças que seria melhor se tivessem sido apagadas com o sopro do tempo, sem justiça e sem perdão.

Lembrou do banho de chuva tomado há cinco anos atrás, ele e Roque, seu amigo desde os tempos de escola, voltando da casa do Roger, amigo que tinha todos os discos antigos que gostava. A chuva os tomou por assalto, pensaram em correr, mas o sentimento de felicidade plena, sem motivo, pairava no ar e decidiram somente caminhar. A chuva era torrencial, como que beijando seus rostos, lavando as vicissitudes de suas almas. Sorriam pelo fato de ser, existir, estar. Desejavam que aquele momento nunca mais terminasse, que o tempo fosse pausado e pudessem prosseguir quando quisessem. Naquele momento eram abençoados com a coroa dos não-sérios, dos loucos que perambulam pelas ruas e se permitem serem felizes sem se adequar a nenhuma regra ou convenção, dos que realmente fazem a roda do mundo girar, daqueles que não procuram e sempre encontram, dos corajosos que não temem olhares julgadores, de quem sabe que a vida é um eterno teatro sem platéia, onde somos diretores e protagonistas, onde escolhemos o restante do elenco, numa apresentação que reúne drama, comédia, tragédia e principalmente as experiências que tivemos no decorrer dos dias, que iremos passar pros nossos filhos, que irão passar pros seus filhos, que irão passar pros..... Aí ficava o verdadeiro embate de suas idéias, ser o exemplo idealizado e imposto pela sociedade, corroborando com os padrões de regras inconsciente e previamente estabelecidas ou partir para o mundo real, o mundo que poucos conhecem, dos sonhos impossíveis, dos artistas e dos autistas, a vida como ela não deve ser, das frases sem aparas, dos beijos sem tempo nem medida, o mundo de quem nunca foi e nem nunca será!

A chuva cessou...não seus sentimentos, as lembranças ficaram pra sempre.
Dias depois Roque rompeu seu cordão de prata ao colidir sua bicicleta... como qualquer um que morre foi egoísta e deixou seu amigo chorando, só para confirmar as promessas dos padres e das religiões...

O ônibus encostou e deu tempo dele enxugar uma última lágrima, que escorria em direção ao seu lábio.

Amor, Emoções e Rock and Roll III



Quando chegou na rodoviária, desceu sem rumo. Um trocado pro velho aleijado. Um café, derramou um pouco na blusa...isso o iria acompanhar por toda a vida. Iria escolher um destino. Sabia que a partir de agora, sua vida dependeria desse destino. Sentou num banco e ficou olhando. Uma cigana se aproximou e pediu pra ler sua mão. Ele estendeu a mão e ela praticamente não tocou em sua mão. Disse: O seu destino foi traçado no mar! No dia em que sua mãe prometeu você pra Deus! Pode tentar se afastar do seu destino, correr, fugir. Mas vai perseguir você pra sempre. Ande por todos os lugares deste mundo e teu destino vai te seguir. Voce sabe do que se trata. Só uma coisa, lembre que o seu único inimigo, aquele que pode te derrubar, é o medo que você tem dentro de si. Medo do seu destino. Medo de você mesmo!


Ficou lembrando de seu passado. Deu risada sozinho daquele domingo de páscoa, inesquecível...

Morava numa rua tipicamente de subúrbio. Toda de paralelepípedos com jardins na frente das casas. Havia milhares de cachorros e pássaros em grande quantidade. Já estava perto de completar vinte e cinco anos e todos achavam que eu nunca iria se casar e na verdade nem queria mesmo, preferia namorar e se divertir sozinho, a propósito, sempre gostou muito de sua própria companhia, sempre se sentiu muito à vontade consigo mesmo e dava muitas risadas sobre suas afunações (imaginar as pessoas cometendo atos ridículos).

Naquela manhã de Domingo ele estava jogando futebol com os meninos na rua, quando de relance sentiu algo passar muito próximo de sua orelha direita e pasmem, seja lá o que for que tenha passado por ali tinha um cheiro ótimo! O objeto seguiu sua trajetória e atingiu em cheio as canelas de um dos meninos da rua. Viram que o tal objeto era nada mais nada menos que um frango! E pior, um frango assado, com direito a farofa, palito de dente e tudo o mais. Um vizinho, o Valdéra, vendedor de frango assado teve uma discussão com sua mulher por causa dela ter derrubado a “birita” dele propositadamente, ele pegou o primeiro objeto que viu, nesse caso um frango, e arremessou com toda força em sua direção, a mulher se abaixou e o dito cujo voou pela janela, passou por ele e atingiu o moleque. Não lembrava de outro dia que tenha dado mais risada que esse... o piá levou uma frangada nas pernas e caiu de frente, riu até sentar. E depois ainda deu briga de cachorros por causa do frango despedaçado...

Levantou e foi até um guichê, o primeiro que viu e pediu:
- Uma passagem, por favor!
- Pra onde, filho?
- ....
- Pra onde filho?

Ele olhou pra placa em cima do homem e entre várias cidades leu, São Paulo.
- O primeiro que tiver, pra São Paulo!



Amor, Emoções e Rock and Roll II

Acordou num dia de sol, ano de 1985, colocou uma fita k7 do Rod Stewart no 3 em 1, não sabia o porquê, mas o brilho do sol era muito mais intenso naquela época, a vida tinha uma outra cor.


Levantou sem muita pressa, tomou um café com bolacha Maria e foi caminhar.

Na rua um opala passou sem pressa alguma e logo depois viu uma Brasília cheio de rapazes indo para a festa da igreja.

Passou por uma ponte, por cima da valeta e entrou na casa do Ivan, que estava como sempre com o portão aberto.

Lá dentro um cheiro maravilhoso do bolo de fubá que sua mãe fazia no fogão de lenha.

- Bom dia Dona Irene!

- Bom dia menino. O Ivan está no quarto dele, pode entrar.

Ele estava escutando um LP do Ray Coniff e cuidando de suas figurinhas do Zequinha.

- Senta aí.

Sentou naquele lençol azul todo desenhado e ficou olhando as figurinhas: “Zequinha repórter”, “Zequinha na Santos Andrade”...

Falou:

- E então Ivan, vamos jogar bola? A pracinha já está cheia da piazada!

- Não sei...eu prometi pro Adriano que iria soltar raia com ele hoje.

- Ah...vamos? Minha mãe me deu dinheiro pra tomar um dolé!

- pode ser...você vai levar a bola de capotão?

- vou. Olha, vou jogar com meu kichute novo!

- Caramba! Novinho! Tua mãe deixou?

- Ela disse que desde que eu lave no tanque pra ir à escola segunda não faz mal.



Os dias passavam numa velocidade diferente, as pessoas tinham outro ritmo.

As cores eram mais vibrantes e até a fragrância no ar, aquele cheiro do chá tarde entorpecia.

Os pais ainda ficavam olhando seus filhos brincarem e os filhos ainda gostavam de ficar perto dos pais.

Vizinhos reuniam-se nas ruas no entardecer. Nas tardes de verão, a cumplicidade era geral.

As crianças brincavam nas ruas até tarde da noite e quando entravam ainda ganhavam um sorriso e um comentário: - Brincou hoje em meu fiho? Toma um banho e vem comer que já vai começar o “Bem Amado”.

Nos Domingos o costume era a macarronada no jantar com os pedaços de churrasco que sobraram requentados na frigideira, a maionese quase branca e claro, os Trapalhões, nos dias em que o Didi se vestia de mulher, imitando a Joana ou a Maria Bethânia o riso era geral. Depois não podia perder a zebrinha do Fantástico e por último antes de dormir pedir a benção para a mãe e para o Pai. Tinha o costume de dormir virado para o lado do quarto deles.



O Sábado era todo especial.

Acordar com o som de agepê, as irmãs encerando o chão. ÊÊÊ menina dos cabelos longos...

As samambaias pareciam que sabiam que era sábado e ventavam transmitindo vida.

O pai enchendo o pneu da bicicleta: Pega a bomba guri.

A mãe no tanque e na cozinha ao mesmo tempo, cheiro de Qboa numa mão e de tempero de feijão na outra. Filho: Vê se não come essa 7 belo antes do almoço e o cigarrinho de chocolate guarda pra amanhã que vem teu primo. O iogurte era sagrado na hora do sítio do pica-pau amarelo.

Filho, traz a tábua do tanque pra mim e me ajuda a lavar o Bamba senão segunda você vai de sandália pra escola!



Cresceu ouvindo Sailing do Rod Stewart. Ficava olhando pela janela a chuva que caía lá fora, a fumaça que saía da boca formava figuras na vidraça, ficava marcada com a lã da touca que a mãe fazia.

O inverno em Curitiba sempre foi maravilhoso. Falar e sair fumaça da boca era o máximo. Depois respirar o ar gelado da manhã quando ia pra escola. Os bancos gelados, escrever com luva era uma dificuldade. Compensava e muito o lanche, macarrão com almôndegas naquele copo azul de plástico.

O único pensamento naquela época era brincar. Ouvir música e brincar.

Desde pequeno tinha uma queda enorme pela música, desde roberto, passando por Beatles e tudo mais que se ouviu nos 80, a última geração de felicidade que existiu naquela cidade. E foi exatamente a música a responsável por tudo em sua vida, as tristezas e a felicidade.




Amor, Emoções e Rock and Roll

Pontal do Sul - Sete horas da manhã - O começo de tudo

Ele não tinha destino, nem mesmo quando deixou sua cidade sabia aonde iria parar. Se é que queria parar.


Foi andando pela linha do trem e sentia o aroma forte de café vindo das casas ribeirinhas dos trabalhadores da estiva.

Seu pensamento era só um, deixar tudo pra trás e começar a viver.

Tinha nos bolsos alguns trocados e nenhum documento. Uma mochila com duas mudas de roupas e um pacote de bolachas.

No peito carregava a coragem dos vitoriosos, dos homens que são mais que homens de dias comuns, fazia parte daqueles que não temiam o mundo, dos que vieram para conquistar e não para ser esquecido.

O dia ainda não tinha amanhecido quando chegou à estação.

Sentiu a liberdade aflorando, afinal naquele momento poderia fazer o que quisesse e ir pra onde desejasse, sem ter que explicar a alguém ou telefonar, dar qualquer sinal.

A partir daquele momento era um homem livre dentro de si mesmo e ele mal podia se conter com essa emoção.

Começou a andar pelas ruas e pela primeira vez observava que nas ruas ainda tinham pássaros e que podia após tantos anos ouvir seu canto.

Reparou num velho sentado na mesma cadeira de 20 anos atrás, desde quando ele era criança via aquele homem. E lembrou de nunca ter visto emoção alguma naquela face. O Velho fez tudo certo, criou os filhos, trabalhou, amou sua mulher, mas agora nada mais é preciso. Só basta esperar. Esperar o dia de partir, do choro dos filhos, lágrimas penosas em cima de um corpo que será esquecido na primeira primavera que vier, lembrado em dias festivos somente pelos mais chegados. A mulher dele irá se sentar naquela cadeira e será a vez dela esperar. E ela irá esperar com certo prazer disfarçado.

Seus pensamentos foram dispersos quando lembrou de que o mesmo poderia acontecer com ele, seria fácil, bastava sentar e esperar.

Olhou mais uma vez em direção ao sol e lembrou que para ele o brilho era mais intenso do que para o resto das pessoas e aquele brilho iria levá-lo a lugares nunca imaginados.

Sentia uma amargura em deixar a cidade onde viveu toda a sua vida, ao mesmo tempo em que desejava atravessar mares, montanhas, conhecer pessoas e lugares.

Pela última vez passou em frente à casa de sua primeira e única namorada. Lá dentro a luz já acesa indicava que ela ia cumprir seu destino, dar aulas na única escola da cidade. Lembrou de quando segurou em sua mão pela última vez e disse que poderia aguardar seu pai autorizar o namoro para sempre. Passaram anos, o homem morreu, ela se casou com o barbeiro e seus sonhos foram desviados. Para o bem dele o destino não deixou que ficassem juntos, pois ele perderia toda emoção que a vida reservava para ele e provavelmente mais tarde ele estaria também sentado numa cadeira na varanda...esperando...