Entón amore, me escuta um minuto e non vou mais incomodar voce, perque passo o dia pensando em ti e non penso nem mais em mim...non sei mais...
Io sinto no mio corazón toda a tristeza que foi reservada neste mundo para uma pessoa, desde o dia que voce foi embora, tutto ficou vazio, sem cor, sem cheiro, sem beijo, sem vida...
Io non posso mai nem pensar em passar lá perto do rincón, porque era lá que a gente sentava perto da macieira e ficava conversando, lembra das flores que amassamos? Depois plantamo tutto di novo. Io penso que é una maldiçon, perque quando fui lá sozinho, depoi que voce foi embora, aquelas malditas flores parece que passaram a ter vida própria! Parece que sabem da minia tristeza e ventam bem devagarinho, exalando aquele perfume que me lembra voce! Nessa hora, elas fazem de tudo pra exalar mais forte, só pra me deixar ainda mais embriagado....
Dio santo que me perdoe, ma quando Dios criou a música, deve ter pensado "agora vou inventar um jeito de machucar ainda mais esses corações apaixonados". Parece que quando escuto as nossas canções, que os acordes tomam forma de adagas e vêm uma atrás da outra acertando em cheio mio corazon...cada frase dita parece que foi feita pra celebrar a minha tristeza...Mio tempo mudou tamben...fico vagando até a hora do angelus, às seis horas, (o rádio continua te esperando..)...depoi quando chega a noite, eu non durmo, fico lembrando dos nossos momentos antes de se deitar, dos sorrisos, dos olhares...a aí então a noite se repete...noite de xícaras jogadas pelo chão... de janela embaçada...de travesseiro molhado de lágrimas...de pápéis amassados...canetas roídas nas pontas...restos de sentimentos... vida que se esvai por entre os dedos...um crucifixo quebrado com as contas jogadas por baixo da cama, um corpo estendido em cima dela..inerte...io nen quero mesmo que voce leia essa carta...tomara que eu consiga jogar fora quando passar por cima da ponte do riozinho...
Io voi agora lá na venda...onde tinha aquele doce de morango que voce tanto gostava...agora compro o pote e fico sentado na frente da lareira olhando pra ele...quando chega perto da hora de tomar o café da manhã eu jogo ele na lareira...e fico vendo até o vidro estourar...daí quando suja o tapete eu fico ajoelhado ajuntando os pedacinhos...quando um pedacinho de vidro entra na minha mão eu esboço um sorriso, quando o sangue escorre eu sorrio...e lembro que estou vivo...
quinta-feira, 15 de abril de 2010
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